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4 de dezembro de 2017

Pelé vai ao sorteio da Copa em cadeira de rodas


Pelé com Putin e Maradona

PELÉ VAI AO SORTEIO DA COPA EM CADEIRA DE RODAS

William Tavares

Convidado pela Fifa para o sorteio da Copa do Mundo, Pelé, 77, foi ao evento no Kremlin, em Moscou, se locomovendo em cadeira de rodas. O ex-jogador entrou no palco do sorteio empurrado por ajudantes. O brasileiro sofre com problemas físicos desde 2012. Em 2016, Pelé disse à Folha de S.Paulo que médicos que o examinaram disseram que houve um erro em uma cirurgia ao qual foi ele submetido em 2012, para a implantação de uma prótese no quadril.
Ele disse que uma suposta falha o levou a passar por nova operação, em dezembro do ano passado. O primeiro procedimento, no qual ele acredita ter havido erro, foi realizado em São Paulo, no hospital Albert Einstein. O segundo aconteceu no Hospital for Special Surgery, em Nova York.
"Segundo os médicos que me analisaram, teve um erro médico. Um erro na técnica dos brasileiros", afirmou em 2016. Após a declaração de Pelé, ortopedista Roberto Dantas, responsável pela cirurgia de prótese de quadril feita em 2012, afirmou que não houve erro na operação. "Estou perfeitamente seguro de que fizemos o melhor trabalho possível", disse Dantas, que integra a equipe médica do Hospital Israelita Albert Einstein.


Fonte: Folha de Pernambuco, Recife, 01/12/2017

20 de outubro de 2017

Pelé na seleção brasileira de futebol


PELÉ NA SELEÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL

Nascido na cidade mineira de Três Corações, no próximo dia 23 de outubro, Pelé completara 77 anos de idade.
Estreou na seleção brasileira de futebol em 1957, segundo conta o jornal O Estado de São Paulo em matéria do dia 7 de julho próximo passado, abaixo transcrita:
“No dia 7 de julho de 1957, um jovem de apenas 16 anos foi chamado do banco de reservas  para substituir Del Vecchio na seleção brasileira na primeira partida da decisão da Copa Rocca contra a Argentina. O jogo era no Maracanã e o Brasil perdia por 1 a 0. Era a estreia de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, com a camisa da seleção. Ele entrou em campo como um desconhecido ao lado de jogadores como Zito, Luisinho e Bellini. Em 30 minutos, balançou as redes, fazendo seu primeiro gol em sua trajetória no escrete nacional. Pelé fez o gol de empate da partida após uma jogada de Luisinho e Tite. Ficou frente a frente com o goleiro Corrizo e não desperdiçou. Nascia uma lenda. O jogo acabou em derrota, 2 a 1 para a Argentina, com gols de Labruna e Juárez, mas três dias depois, no Pacaembu, em São Paulo, Pelé foi titular do Brasil e marcou de novo. Ele e Mazzola construiram o 2 a 0 do segundo confronto com o mesmo rival, e a seleção ficou com o título da competição. Essa primeira aparição foi registrada nas páginas do Estado: "No segundo tempo, surgiu o Brasil com duas alterações. Saiu Mazzola entrando Moacyr em seu pôsto, aliás sem razão alguma, e Del Vecchio cedeu o comando a Pelé. Os argentinos só modificaram o quadro durante o transcorrer do encontro, tirando Rossi, e colocando Guidi, já que Moacyr, Pelé e Luisinho, cansaram o veterano profissional. A defesa dos nacionais falhou nessa etapa, enquanto que a linha melhorava bastante, dominando territorialmente, na maior parte do tempo. E isso possibilitou a Pelé, aos 32 minutos, marcar o ponto de empate".
De lá para cá, Pelé conquistou o Brasil e o mundo dentro dos gramados. Fez 95 gols pela seleção brasileira e foi tricampeão mundial (1958, na Suécia; 1962, no Chile; e 1970, no México). O reconhecimento foi aumentando década a década: Atleta do Século, Rei do Futebol, condecorado pela Rainha Elizabeth II com a Ordem de Cavaleiro Comandante da Mais Excelente Ordem do Império Britânico, responsável por uma trégua na guerra civil no Congo Belga na década de 1960, autor do tento que deu origem à expressão "gol de placa", e autor do milésimo gol no Maracanã.”

6 de agosto de 2016

Recomendações médicas


RECOMENDAÇÕES MÉDICAS

Pedro Fonseca


RIO DE JANEIRO (Reuters) - O tricampeão mundial de futebol Pelé não acenderá a pira olímpica na cerimônia de abertura dos Jogos Rio 2016 na noite desta sexta-feira devido a problemas físicos, afirmou um assessor pessoal do ex-jogador.
"Os músculos da perna que ele está fazendo fisioterapia ainda não estão fortes o suficiente", disse Pepito Fornos, assessor pessoal de Pelé, por telefone.
"Ele está andando de bengala. O problema é que se ele senta na cadeira precisa de um guincho para levantar", acrescentou. "O médico achou melhor ele continuar na fisioterapia, fazer repouso, e esperamos que no encerramento ele possa comparecer".
Pelé revelou na terça-feira que foi consultado pela organização dos Jogos sobre acender a pira olímpica na abertura da Rio 2016 no Maracanã, mas disse que precisaria consultar a empresa norte-americana que detém os direitos de sua marca sobre o assunto.
O assessor pessoal do ex-jogador disse que o contrato comercial com a empresa não seria um impeditivo à participação no evento, mas o tricampeão do mundo com a seleção brasileira ainda passa por fisioterapia após cirurgia realizada no quadril no fim do ano passado, em Nova York.
Pelé, de 75 anos, participou do revezamento da tocha olímpica na sacada do Museu Pelé, em Santos.
Eleito atleta do Século 20, Pelé nunca disputou uma Olimpíada porque em sua época jogadores profissionais de futebol não podiam disputar a competição. O ex-jogador costuma brincar que o Brasil nunca conquistou uma medalha de ouro olímpica no futebol porque ele não jogou.


Fonte: Yahoo Notícias

27 de junho de 2016

Edson Arantes do Nascimento, Pelé


EDSON ARANTES DO NASCIMENTO, PELÉ

José Dias Herrera

Pelé marcou seu milésimo gol em 19 de novembro de 1969, em sua 909ª partida
Pelé é considerado o maior jogador da história do futebol e recebeu o título de Atleta do Século (20), em 15 de maio de 1981, a partir de uma eleição promovida pelo jornal francês "L'Equipe".
Nascido na cidade mineira de Três Corações, em 23/10/1940, filho de Celeste e de João Ramos do Nascimento, jogador de futebol no sul de Minas Gerais, conhecido como Dondinho, Pelé desde criança manifestou a vontade de ser jogador de futebol como o pai.
O apelido com que se tornou conhecido originou-se de um episódio relacionado a um goleiro, colega de Dondinho. Em 1943, o pai de Pelé jogava no time mineiro do São Lourenço. Pelé, com apenas tinha três anos, ficou impressionado com as defesas do goleiro da equipe e gritava: "Defende Bilé". As pessoas próximas começaram a chamá-lo de "Bilé", mas as crianças entenderam o apelido como "Pelé".
Em 1945, a família mudou-se para Bauru, interior de São Paulo. Com dez anos Pelé já jogava em um time infanto-juvenis como o Canto do Rio, Ameriquinha e Baquinhos. O pai então o estimulou a montar o seu próprio time: chamou-o Sete de Setembro. Para adquirir material, como bolas e uniformes, os garotos do time chegaram a vender produtos em entrada de cinema e praças. Pelé trabalhava como engraxate.
Descoberto aos 11 anos pelo jogador Waldemar de Brito, foi convidado a jogar no Bauru Atlético Clube. O mesmo Waldemar o apresentou à Vila Belmiro no dia 8 de agosto de 1956 dizendo: "Esse menino vai ser o melhor jogador de futebol do mundo". Assim começou a carreira de Pelé no Santos F.C., estreando em uma partida amistosa cujo resultado foi Santos 7 x 1Corinthians de Santo André (com um gol de Pelé).
Aos 16 anos, participou de um torneio de quatro equipes européias e brasileiras. O time em que atuou foi um combinado do Santos e do Vasco da Gama e, em uma das partidas, Pelé fez três gols.
Sua consagração veio na Copa do Mundo da Suécia, em 1958, quando o Brasil foi pela primeira vez campeão mundial. Pelé marcou seis gols. Na Copa do Chile, em 1962, Pelé sofreu uma distensão muscular no jogo contra a Tchecoslováquia e deu adeus ao torneio, deixando Garrincha brilhar.
Pelé participou ainda da Copa de 1966, na Inglaterra, e da Copa de 1970 no México, quando a seleção trouxe para o Brasil a taça Jules Rimet. Apelidado de "O Rei" pela imprensa francesa, em 1961, criou e aperfeiçoou jogadas que encantaram o mundo: o chute a gol do meio do campo, a tabela nas pernas do adversário, o drible sem bola no goleiro, a paradinha na cobrança do pênalti.
Em 1966, Pelé casou-se com Rosemeri Cholbi, com quem teve três filhos: Kelly Cristina, Edson (Edinho) e Jennifer. Em 1969, em meio a guerra civil no Congo Belga, as forças rivais declararam uma trégua para que Pelé e o time do Santos F.C. transitassem em segurança entre Kinshasa e Brazzaville.


Marco
O milésimo gol foi marcado em 19 de novembro de 1969, às 23h11, em sua 909º partida, Vasco da Gama 1 x 2 Santos. Ao ser cercado pelos repórteres, Pelé disse: "Pensem no Natal. Pensem nas criancinhas". Pelé vestiu uma camisa de número 1000 e deu a volta olímpica no Maracanã.
Pelé participou de 115 partidas pela seleção brasileira (92 oficiais), marcando 103 gols. O último jogo pela seleção foi no Maracanã, em 18 de julho de 1971, Brasil 2 x 2 Iugoslávia.
Professor de Educação Física pela Faculdade de Educação Física de Santos (Universidade Metropolitana de Santos), fez a última partida pelo Santos em 3 de outubro de 1974: Santos 2x0 Ponte Preta.
Transferiu-se para o New York Cosmos em 1975, fechando a maior transação do futebol até o fim dos anos 1970 (US$ 7 milhões). A última partida pelo time americano foi: New York Cosmos 2 x 1 Santos, no Giants Stadium (Nova York), em 1 de outubro de 1977. Pelé atuou um tempo por cada equipe. Sua despedida definitiva do futebol deu-se aos 37 anos.
No início dos anos 1990, reconheceu duas filhas fora do seu casamento: Flávia Kurtz e Sandra Regina. Em 1994 casou-se com a psicóloga Assíria Lemos, com quem teve os gêmeos Joshua e Celeste.
Depois que pendurou as chuteiras número 39, Pelé se tornou embaixador para Ecologia e Meio ambiente (ONU 1992), embaixador da Boa Vontade (UNESCO 1993), embaixador para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco 1994) e durante o governo de Fernando Henrique Cardoso foi Ministro dos Esportes do Brasil de 1995 a 1998.
Pelé recebeu, em 1997, o título de Sir-Cavaleiro Honorário do Império Britânico, das mãos da Rainha Elizabeth 2ª. O título de Maior Futebolista do Século veio em 1999, pela Unicef, na Áustria, e seguiram-se muitos outros.
Em 2000, na conturbada eleição de Melhor Jogador do Século da FIFA, Pelé foi aclamado como o melhor de todos os tempos, à frente do craque argentino Diego Maradona.
Além de jogador de futebol, Pelé gravou CDs e participou em 10 filmes.

Fonte: UOL Educação

17 de junho de 2016

Pelé recebe a mais alta condecoração Olímpica


PELÉ RECEBE A MAIS ALTA CONDECORAÇÃO OLÍMPICA

Foi em Santos, a cidade do litoral de São Paulo que o apresentou ao mundo, que Pelé recebeu nesta quinta-feira (16) a Ordem Olímpica, mais alta condecoração do Comitê Olímpico Internacional (COI). O rei do futebol recebeu a honraria das mãos de Thomas Bach, presidente do COI, em cerimônia no Museu Pelé. Tornou-se, assim, o terceiro brasileiro a ganhar tal reconhecimento, junto de Maria Lenk e Adhemar Ferreira da Silva.
“Eu estava na Inglaterra recentemente e pensaram em dar o prêmio lá. Pensaram também nos Estados Unidos, mas tinha que ser em Santos”
Pelé, sobre a cerimônia de condecoração da Ordem Olímpica
Tricampeão mundial de futebol com a seleção brasileira, Pelé jamais teve a oportunidade de disputar os Jogos Olímpicos. E tratou essa questão com bom humor:
“Eu virei jogador muito cedo e, naquela época, o atleta profissional não podia disputar os Jogos. Então, costumo brincar que o Brasil só não ganhou a medalha de ouro no futebol porque eu não joguei.”
Bach destacou que o fato de não ter participado dos Jogos não reduz a importância de Pelé para o movimento Olímpico. “Tudo que foi feito por Pelé, dentro e fora do esporte, espalha os valores Olímpicos, excelência, amizade e respeito”, afirmou, brincando sobre a dificuldade que foi decidir se ele seria ou não premiado. “Essa decisão levou muitos, muitos... segundos.”
Em seu discurso, o presidente do COI curvou-se a Pelé. “Eu comecei no esporte com o futebol. Não era ruim, mas tinha só uma perna, a esquerda. Então decidi seguir na esgrima, e assim me tornei presidente do COI”, disse o alemão, medalhista de ouro nos Jogos Montreal 1976. “Hoje, agradeço por isso, ou teria virado um bom jogador e perderia a chance de homenagear um dos meus ídolos”.
Carlos Nuzman, presidente do Comitê Rio 2016, também destacou a grandiosidade de Pelé: “Este é um momento para sempre. O homem que recebe essa honra não necessita ter sua história contada, é universalmente conhecido”.


Fonte: Rio 2016